quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

As marcas que o tempo não apaga

 



Há histórias que não foram escritas para impressionar. Foram escritas para não serem esquecidas. Meu livro nasce desse lugar: da necessidade de registrar o que o tempo insiste em tentar apagar.

Não falo de grandes feitos. Falo de vivências. De escolhas feitas no silêncio. De perdas que ensinaram mais do que qualquer vitória. De momentos que deixaram marcas — algumas suaves, outras profundas — mas todas indeléveis.

Em minhas páginas, cada lembrança tem peso. A infância simples, as mudanças, as relações familiares, os afetos construídos e os rompimentos inevitáveis. Nada é romantizado. Tudo é vivido como foi: com intensidade, contradições e aprendizado.

Escrever esse livro foi um exercício de honestidade comigo mesma. Um retorno às origens para compreender quem me tornei. Não é apenas memória; é identidade. É o fio que liga passado, presente e consciência.

Este livro não conta apenas a minha história. Ele conversa com quem já precisou ser forte quando não queria, com quem teve de amadurecer cedo, com quem aprendeu que a vida não vem com manual — vem com cicatrizes.

Registrar tudo isso foi minha forma de dar sentido ao caminho percorrido. E dividir é uma forma de dizer: você não está só.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Quando a memória constrói uma casa

 Há lembranças que não se apagam. Elas não ficam guardadas apenas na cabeça — ficam no corpo, no jeito de olhar, na forma de sentir o mundo. Quando escrevi minha autobiografia, percebi que não estava apenas contando fatos. Eu estava reconstruindo os lugares onde vivi por dentro.

Em um dos trechos do livro, escrevo:

“Antes mesmo de subirmos ao altar, já havíamos adquirido nossa casa — simples, mas carregada de sonhos, promessas e esperanças. Localizada em um bairro novo, na divisa de Volta Redonda com Barra do Piraí, aquele lar ainda inacabado parecia nos sussurrar: aqui construiremos nossa história, tijolo por tijolo, dia após dia.”

Essa casa não era apenas um endereço. Era o início de uma vida inteira. Cada parede levantada, cada porta instalada, cada detalhe improvisado carregava mais do que cimento e madeira — carregava o desejo de pertencimento, de estabilidade, de futuro.

Escrever sobre isso hoje é como voltar a caminhar por aqueles cômodos ainda vazios, cheios de planos. É perceber que, mesmo quando a vida nos leva por outros caminhos, algumas construções nunca desmoronam. Elas permanecem como um abrigo interno, um lugar onde a memória pode sempre repousar.

Meu livro nasceu desse impulso: não deixar que essas casas, essas pessoas e esses sentimentos desapareçam no silêncio. Registrar é uma forma de existir. Lembrar é uma forma de permanecer.

Se você também carrega dentro de si lugares que já não existem no mapa, mas ainda vivem na memória, talvez minhas páginas conversem com você.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Lembranças que não envelhecem!

 Há lembranças que não envelhecem.

Apenas aguardam o momento certo para voltar — e quando voltam, nos ensinam sobre quem fomos e sobre quem ainda somos.




As marcas que o tempo não apaga

  Há histórias que não foram escritas para impressionar. Foram escritas para não serem esquecidas. Meu livro nasce desse lugar: da necessid...