Há histórias que não foram escritas para impressionar. Foram escritas para não serem esquecidas. Meu livro nasce desse lugar: da necessidade de registrar o que o tempo insiste em tentar apagar.
Não falo de grandes feitos. Falo de vivências. De escolhas feitas no silêncio. De perdas que ensinaram mais do que qualquer vitória. De momentos que deixaram marcas — algumas suaves, outras profundas — mas todas indeléveis.
Em minhas páginas, cada lembrança tem peso. A infância simples, as mudanças, as relações familiares, os afetos construídos e os rompimentos inevitáveis. Nada é romantizado. Tudo é vivido como foi: com intensidade, contradições e aprendizado.
Escrever esse livro foi um exercício de honestidade comigo mesma. Um retorno às origens para compreender quem me tornei. Não é apenas memória; é identidade. É o fio que liga passado, presente e consciência.
Este livro não conta apenas a minha história. Ele conversa com quem já precisou ser forte quando não queria, com quem teve de amadurecer cedo, com quem aprendeu que a vida não vem com manual — vem com cicatrizes.
Registrar tudo isso foi minha forma de dar sentido ao caminho percorrido. E dividir é uma forma de dizer: você não está só.



